Matérias produzidas durante o curso de jornalismo


07/07/2008


Meus caros amigos, colegas e visitantes, comunico-lhes que este blog está desativado. Para ler as minhas matérias, favor visitar o meu blog atual clicando no link abaixo:

www.jornalistaruitherferrao.blogspot.com

Muito obrigado pela atenção.

Um abraço,

Ruither ferrão

Escrito por Ruither Ferrão às 11h34
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09/04/2007


Ambientalistas preocupados com o aquecimento global

Marcelo Freitas, diretor da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA) disse ontem em uma entrevista coletiva que o Brasil tem uma grande parcela de culpa na questão do aquecimento global, devido ao desmatamento e constantes queimadas que ocorrem em diversas partes do país. Segundo ele, a AMDA atua em Minas Gerais desde 1977, sempre buscando combater o desmatamento e tomando outras medidas que favoreçam o controle da emissão de CO2. Marcelo se diz otimista e acha que a globalização ambiental é algo que poderá salvar a humanidade desse colapso e que a tendência é de que se consiga isso em médio prazo. “A situação tende a melhorar”, disse o diretor.

O aquecimento global passou a ser um dos assuntos mais comentados nos últimos meses em todo o mundo. Essa preocupação faz com que ambientalistas como Marcelo Freitas passem a tratar o assunto como sendo um dos mais importantes dos últimos tempos e busquem encontrar uma solução para o grave problema da emissão de poluentes no ar. O assunto vem sendo discutido desde a Rio 92, ocasião em que foi criado o Protocolo de Kioto, porém, só agora se tornou um caso de maior relevância, uma vez que o planeta corre sérios riscos de não conseguir controlar a situação, caso não sejam tomadas medidas emergenciais.

Escrito por Ruither Ferrão às 17h14
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08/10/2006


O triste fim dos cães abandonados

 

Os cães de estimação fazem parte da vida de muitos humanos e, em alguns casos, acabam sendo considerados como membros da família. Algumas pessoas, tão satisfeitas com o alto-astral provocado por esses animais, acabam adotando vários para o convívio familiar.

 

É o caso da dentista e jornalista Marisa Lyon, que cria seis cães e os considera como filhos. O maior sonho dela é abrir um orfanato para cães. Assim ela poderia adotar um grande número deles, evitando que ficassem vagando pelas ruas. “A amizade mais sincera que temos é a dos bichos”, diz Marisa.

 

Já os cães que não têm a sorte de ter um lar, recebem um fim muito triste quando são capturados e levados para o canil da prefeitura.

 

Em Ibirité, região metropolitana de Belo Horizonte, 200 cães, em média, são capturados por mês e levados para o canil da prefeitura. Ali esses animais ficam à espera de que seus donos apareçam, para livrá-los do aterrorizante fim que lhes é imposto, a eutanásia.

 

Os cães, mesmo estando ali destinados a morrer, recebem a assistência de uma veterinária e são bem alimentados. Depois de capturados pela “carrocinha”, eles precisam ficam três dias no canil, como determina o código de postura municipal e estadual, prazo em que alguns ainda têm a felicidade de serem procurados por seus donos e retornam para casa.

 

.A população canina é significante em todas as cidades. Segundo Carlos Roberto da Silva, 48 anos, supervisor geral do Centro de Controle de Zoonoses, foram vacinados 21600 cães em 2005 somente em Ibirité e a previsão para 2006 é de 23000 animais.

 

Cuidados com a alimentação do seu cão:

Filhotes a partir de 45 dias de idade: ração para filhotes certamente é a melhor opção. Existem muitos tipos (secas, semi-úmidas ou úmidas), sabores (carne, frango, carneiro, fígado, etc.) e marcas no mercado. Na primeira consulta, o veterinário recomendará o tipo de ração que você deverá fornecer ao filhote. A quantidade de ração a ser dada varia com a raça e o peso do animal. Os fabricantes de ração, na própria embalagem do produto, fazem a recomendação da quantidade ideal.
            Mesmo que o filhote rejeite a ração, insista. Lembre-se que os filhotes comem menos à medida que vão crescendo. Não fique tentando oferecer outro tipo de alimento como carne e arroz, isso só vai piorar. Misture ração úmida, em latinha ou sachê, junto com a ração seca para torná-la mais atrativa.

Cães a partir de um ano de idade: ração para cães adultos: seca, úmida ou semi-úmida, duas vezes ao dia. Você pode misturar ração seca com ração úmida, seguindo a proporção indicada pelo fabricante.

Escrito por Ruither Ferrão às 13h20
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26/08/2006


Um remédio chamado Internet
Ruither Ferrão

Os indivíduos do mundo atual, do chamado mundo globalizado, se dão ao luxo de viverem rodeados de novidades no campo da comunicação. A Internet, por exemplo, veio revolucionar a vida dessas pessoas, deixando-as conectadas 24 horas por dia, com qualquer parte do planeta, através de um simples click no mouse do computador. Tal facilidade é fruto do avanço tecnológico, que, dia-após-dia, despeja novidades no mercado, principalmente no campo da comunicação on line, o que faz com que todos se familiarizem com os mais diversos lançamentos e estejam antenados com os acontecimentos mundo afora.

Os jornais eletrônicos são atualizados a cada minuto e levam a informação precisa no momento em que os fatos acontecem. Nas principais páginas desses jornais, o internauta se vê diante de uma gama de links que o levam a incontáveis endereços e podem detalhar o assunto que lhe é de maior interesse. Através das salas de bate-papo, Orkut ou blogs, as pessoas se interagem de diversas maneiras e isso pode ser uma saída para que o ser humano seja mais comunicativo. Pessoas que vivem tristes, tímidas e sem amigos, costumam sair da redoma quando passam a ter contato com essas novidades.

Quem sabe, num futuro não muito distante, saberemos que algumas doenças estarão sendo curadas por um simples remédio chamado Internet? Isso mesmo! Se você não precisa mais ir ao banco, ao supermercado, à farmácia e a nenhum outro lugar para resolver seus problemas pessoais, pois tem tudo num clicar de mouse, (lembra-me um estalar de dedos), não há razão para se estressar! Com isso nós humanos seremos mais saudáveis e teremos mais tempo para viver a vida no sentido literal da palavra. Até que não seria má idéia!

Escrito por Ruither Ferrão às 12h01
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04/07/2006


Brasil, o país dos que não aceitam uma derrota

Ruither Ferrão

 

 

 

1º de julho em Frankfurt, a seleção brasileira de futebol entra em campo com a obrigação de colocar o Brasil nas semifinais da Copa do Mundo de 2006. Obrigação essa imposta pelos 180 milhões de brasileiros que ainda não aprenderam a perder. O título de pentacampeão, conquistado em 2002, inclusive, com a ajuda de alguns dos jogadores atuantes nessa Copa, foi simplesmente esquecido pelo nosso povo, quando se decretou a sentença: é vencer ou vencer.              

O jogo começa com uma euforia generalizada, tanto no Brasil como na Alemanha ou em outro país onde tem brasileiro. Claro que todos querem ver o Brasil galgar mais uma conquista, porém, se esquecem do outro lado da moeda. Em um jogo, o time que não ganha, perde. Todos estão preparados somente para uma vitória radiante sobre os franceses.

            Feito o gol pela França, o Brasil se entrega e não consegue produzir o seu bom futebol. Foi realmente uma calamidade o show exibido por nossos craques, contudo, não carecia tanta revolta do nosso povo.

Alguns brasileiros, exaltados, chegaram a gritar palavras de baixo calão e a mostrar gestos obscenos para os jogadores. Em uma cidade de Santa Catarina, o absurdo foi tamanho que, chegaram a queimar uma estátua de Ronaldinho gaúcho! O Brasil simplesmente humilhou os jogadores da seleção de maneira cruel. Isso é lamentável.

            Por outro lado, nossos vizinhos argentinos, mesmo tendo perdido, também nas quartas de final, idolatraram seus jogadores, recebendo-os com uma grande festa em Buenos Ayres. Eles sim têm a consciência de que deve haver um perdedor em um jogo e que, no entanto, se coube a eles serem os escolhidos, seus ídolos não deixaram de ser bons de bola. Ali certamente se avalia toda a trajetória do grupo e não a sua falta de sorte numa competição mundial.

            A maioria dos brasileiros tratou de se livrar das camisas amarelas que vestiam, logo após a derrota da nossa seleção. Porventura deixamos de ser brasileiros? Não podemos nos esquecer de que um dia é da caça e outro é do caçador!  

 

Escrito por Ruither Ferrão às 13h39
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30/08/2005


            Colônia Santa Isabel, o homem e a lepra

 

Ruither Ferrão

 

        Inaugurada em 23 de abril de 1931, a Colônia Santa Isabel, instalada no município de Betim, a 30 quilômetros de Belo Horizonte, local onde se enclausuravam pessoas com a doença de lepra, atualmente chamada de hanseníase, vive hoje dias de glória, uma vez que a assustadora doença está praticamente controlada no Brasil.

As pessoas que descobriam serem portadoras da enfermidade eram abandonadas pelas famílias e, como inválidas, eram levadas para a colônia, onde ficavam à mercê da sorte, sem a menor chance de sobrevida, visto que, na época, a medicina não possuía conhecimentos profundos da doença, o que impedia que os doentes se curassem.

Naquele tempo os hansenisianos eram obrigados a se isolarem na pequena comunidade que era cercada com correntes para impedir o acesso de transeuntes que não fossem portadores da doença.

Lázaro Inácio, de 67 anos, sabe bem explicar a agonia de se ver trancafiado em um local onde todos eram excluídos, vítimas do enorme preconceito. Segundo ele, era comum encontrar pessoas mortas por suicídio. Após se desesperarem e sem ter esperança de cura, se matavam, a maioria por enforcamento. Havia também cerca de seis a oito mortes naturais por dia, decorrentes da pavorosa e incurável doença.

Morador da colônia desde 1945, quando ali chegou com oito anos, Lázaro diz que sofreu muito. Nascido em Carmópolis de Minas, foi expulso do seio familiar tão logo se descobriu que estava infectado. Lázaro conta que foi difícil ouvir comentários como: “pode esquecer dele porque ele foi para lá para morrer”. Hoje ele diz que os que esperavam a sua morte já se foram e ele, apesar de sem família, continua vivo e feliz, afinal, conseguiu se livrar da doença e há seis anos não faz uso de medicamentos. Ele comanda na comunidade um time de futebol e ainda trabalha no hospital local, onde também é morador.

Outro interno do hospital é João Pereira dos Santos que veio de Porto Seguro (BA) há 35 anos, na época com 12. Aos sete anos, sua família descobriu que ele era portador da hanseníase e fez tudo para tentar curá-lo. Chegou a ponto de sua mãe vender tudo que tinham, mas foi em vão! Como a doença avançava a cada dia, João foi enviado para Santa Izabel onde passou a maior parte da vida. Hoje, com 47 anos, o baiano, que se expressa muito bem, passa o tempo no convívio com amigos, que na realidade são sua família, em um pavilhão do hospital, onde vivem cerca 80 pessoas. Todas já estão curadas e algumas têm apenas seqüelas, mas como não têm para onde ir, continuam ali. Quando chega uma visita, mesmo desconhecida, todos os moradores se alegram e dão um jeito de se aproximar para um bate-papo.

Já o enfermeiro Acrísio Bernardino do Nascimento, de 59 anos, conta que nasceu nas proximidades da colônia e sempre esteve em contato com a população dali, mesmo não sendo doente. “Só podia entrar na colônia quem tivesse mais de 18 anos. Eu, mesmo de menor, cansei de entrar escondido para participar de alguma festa ou simplesmente para visitar as pessoas”, diz ele. Trabalhando no hospital há 28 anos, Acrísio se diz realizado, pois nunca sentiu preconceito quanto aos hansenianos e tem ali um grande número de amigos. Ele conta que há muitos anos, era comum o hospital receber pacientes encaixotados, devido à gravidade da doença e à falta de informação, o que afastava as pessoas dos doentes.

O Hospital Santa Isabel, na colônia, funciona hoje como pronto-atendimento generalizado e recebe pacientes de toda a região de Betim que ali comparecem em busca de uma consulta emergencial.

Há cinco anos, o conjunto arquitetônico da Colônia Santa Isabel foi tombado como patrimônio histórico e cultural de Betim.

 

 

Escrito por Ruither Ferrão às 00h27
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  A história da hanseníase

Ruither Ferrão

 

         A hanseníase, conhecida também por mal de hansen e antigamente chamada de lepra, é uma doença causada pelo bacilo de hansen e pode permanecer encubada no organismo de dois a sete anos. O vírus é conhecido cientificamente por MYCROBACTERIUM LEPRAE. A contaminação se dá por via aérea, quando uma pessoa respira o mesmo ar de alguém infectado por um longo tempo, mantendo um contato íntimo e freqüente. Não se pega a doença por um simples convívio social.       

 A moléstia ataca os nervos das mãos, pés e rosto e, se a pessoa contaminada não receber tratamento, pode ter a mobilidade de dedos das mãos, pés e pálpebras destruídos. Quando a doença está em estágio avançado, ela pode intervir na capacidade de o doente sentir dor, fazendo com que a pessoa tenha mais chances de se queimar ou se ferir, causando graves infecções.

        Já nos casos mais extremos, o portador do mal de hansen pode perder os dedos das mãos, dos pés e a visão. As chances de o infectado sofrer deformidade física aumentam, quanto mais tardio for constatado o diagnóstico.

Os principais sintomas da hanseníase são: dor nos nervos, perda da sensibilidade em algumas regiões da pele, manchas claras ou avermelhadas que aparecem com a alteração da sensibilidade e formação de caroços na pele.

        Existem três tipos da doença, sendo que o único contagioso se chama Hanseníase Virshuniana. O segundo tipo é chamado de Hanseníase Tuberculóide e não é contagioso nem mesmo em seu estado avançado. O terceiro tipo é a Hanseníase Inicial, que também não oferece risco de contaminação.

        O indivíduo que descobre ser portador dessa enfermidade hoje, não precisa ser excluído da sociedade como antes. Depois de 72 horas do início do tratamento o paciente pode conviver normalmente com sua família sem nenhum risco de contaminar ou transmitir a doença. Segundo a médica Sandra Lyon, dermatologista e especialista em hanseníase, não há mais a necessidade de internação para se tratar de um hanseniano. O paciente recebe o remédio para tomar em casa e uma vez por mês deve comparecer ao ambulatório, onde toma uma outra dose supervisionada.

O tratamento é simples, de graça e dura de seis a 12 meses. Com a primeira dose do medicamento a doença já deixa de ser transmitida, uma vez que ela extermina mais de 90% dos bacilos. Apesar do avanço da medicina em prol da extinção do mal de hansen, o Brasil ainda figura como o segundo país no mundo em número de portadores da doença.

Todos os postos de saúde brasileiros estão capacitados para fornecer apoio e tratamento ao infectado pela hanseníase.

 

 

 

 

 

Escrito por Ruither Ferrão às 00h25
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22/05/2005


O sucessor de João Paulo II

Por ter sido participante de organizações nazistas em sua juventude, o novo Papa Bento XVI, eleito essa semana após o conclave do qual participaram 115 bispos, deixa no ar uma dúvida entre os críticos de diversos países, que alegam ser um prejuízo para a igreja, ter um líder seguidor de uma linha tão dura.

"Parece que ele é conservador demais. Tomara que o Espírito Santo o ajude a mudar. Esperávamos uma pessoa como João Paulo II", disse Jurandir Araújo, da seção afro-brasileira, da Conferencial Nacional dos Bispos do Brasil.

O mundo tinha a esperança de que o novo Sumo Pontífice tivesse a mesma postura do anterior e como isso não ocorreu, tudo leva a crer que mudanças radicais sejam tomadas na igreja católica.

Essa eleição provocou reações diversas ao redor do mundo e resta saber agora se Bento XVI manterá seu caráter conservador ou optará por elementos inovadores.

A única convicção geral até o momento é que o novo Papa continuará lutando pela paz mundial, preocupação primordial de João Paulo II.

20/04/2005

Escrito por Ruither Ferrão às 15h40
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13/05/2005


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Escrito por Ruither Ferrão às 06h25
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02/05/2005


Visita técnica à Rádio Alvorada

 

Ruither Ferrão

 

Na última segunda feira, alguns alunos do curso de jornalismo tiveram a oportunidade de visitar os estúdios da Rádio Alvorada, através da iniciativa da professora Hila, que visa aprimorar os conhecimentos dos futuros jornalistas e deixá-los mais informados sobre o campo da comunicação.

            Situada em uma avenida elegante da capital, a Raja Gabaglia, a emissora possui uma excelente estrutura, com vários estúdios e ilhas para gravações de programas e entrevistas, além de um competente quadro de funcionários, dentre eles, jornalistas renomados como Múcio Teixeira, coordenador artístico da rádio e apresentador do Jornal Minas na Rede Minas de Televisão.

            A visita foi monitorada por Catarina, que também é funcionária da rádio e é responsável pela seleção das matérias que vão ao ar, sendo escolhidas entre o noticiário da Rádio Jovem Pan São Paulo, conforme uma parceria firmada entre as duas emissoras. Os alunos puderam conhecer todas as dependências daquela emissora e questionar sobre alguma dúvida que surgiu com relação ao funcionamento da rádio, sendo ainda advertidos a aprenderem a manusear o programa Sound Forjem, de suma importância para quem está ingressando nessa área e exigido, na maioria das vezes, do candidato a um estágio.

            Como a Alvorada é uma rádio musical, o noticiário pôr ela apresentado é exibido em horários pré-determinados, intercalados com a programação normal. 

            A principal informação ali colhida é a de como o tempo é valioso em uma estação de rádio. Tudo é rigorosamente cronometrado e qualquer simples segundo tem um grande valor!

            A recepcionista Nazaré, que trabalha na emissora há vinte anos, disse que quando alguém ingressa numa faculdade, em primeiro lugar há de se gostar do curso escolhido e é necessário que esse alguém acredite no seu potencial para que ele consiga galgar um futuro de sucesso.

            Todos os alunos ali presentes demonstraram grande interesse em se inteirar da rotina da rádio e, certamente, obtiveram informações que lhes serão úteis num futuro não muito distante.                                                                                                                             

Escrito por Ruither Ferrão às 10h16
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28/04/2005


   

Resenha do filme: O Jornal

 

 

Ruither Ferrão

 

           

            “The Paper”, filme de comédia produzido por Ron Howard em 1994 e que levou o nome de “O Jornal” no Brasil, retrata a vida rotineira dos profissionais do campo jornalístico, mostrando detalhes de essencial importância para quem está cursando jornalismo.

            O filme começa com dois jovens andando pelas ruas do Brooklin, bairro novaiorkino, que se deparam com um veículo estacionado em uma rua e resolvem aproximar-se, encontrando uma cena assustadora de duas pessoas assassinadas. Como os dois são vistos ao lado do carro, passam a ser apontados por testemunhas como sendo os autores do crime.

            Um jornal da cidade noticia o caso em primeira página e isso faz com que o pessoal do jornal The Sun se sinta diminuído por tomar o furo, começando ai a corrida para sair na frente no dia seguinte.

            A ânsia pela busca da notícia faz com que o repórter do Sun roube uma informação do concorrente, sobre investimentos da Corretora Sedona e passe a investigar o caso. Sua mulher, que também é jornalista, apesar de estar licenciada para ter um bebê, resolve ajudá-lo.Consegue através de um amigo o nome de um suposto suspeito numa lista de clientes da seguradora, o que acaba fazendo com que Henry descubra que os dois rapazes são inocentes.

            A partir daí ele faz tudo para dar o furo em seu jornal. Com a edição do jornal já sendo impressa, ele tenta convencer sua diretora administrativa de que é necessário parar a impressão para publicar a bomba, mas ela está preocupada com o prejuízo financeiro que isso pode causar. Henry finalmente consegue seu objetivo e a notícia é estampada na primeira página.

            No filme, vários quesitos podem ser considerados úteis para o nosso aprendizado, enquanto estudantes de jornalismo. A falta de ética do repórter ao se apossar de informações do concorrente é explícita. A correria estressante de uma redação de jornal è mostrada de modo claro, inclusive problemas de saúde causados pelo sedentarismo, comum nessa área. A necessidade de o repórter manter em sigilo as declarações colhidas em off aumenta sua credibilidade. O importante é produzir uma matéria que demonstre a veracidade dos fatos.

            Numa análise geral chego à conclusão de que se trata de um trabalho de grande qualidade, provando para todos que o jornalista deve ir em busca da verdade onde ela estiver, lembrando sempre de ouvir todos os lados envolvidos, o que é essencial para que se tenha um resultado positivo!

           

                       

Escrito por Ruither Ferrão às 11h34
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19/04/2005


Produtora do MG TV na Estácio

Ruither Ferrão

Raquel Laudares, produtora do MG TV, esteve esta semana na Faculdade Estácio de Sá, onde, num bate papo descontraído, falou sobre a sua experiência como jornalista e respondeu perguntas dos alunos do curso de jornalismo.         

Um mês após ingressar na faculdade de jornalismo, Raquel conseguiu um estágio na Rádio FM Lagoinha. Quando cursava o 5º período, ela iniciou como estagiária na TV Horizonte e, com a ajuda de colegas, foi aprimorando seus conhecimentos.

Em julho de 2003, ela passou por um processo seletivo na TV Globo, concorrendo com oitocentos candidatos, a uma das quatro vagas disponíveis. Ela foi contratada como temporária por 70 dias e acabou sendo efetivada assim que terminou o contrato.

Com muita simpatia, Raquel falou sobre suas tarefas internas na redação do jornal e disse que o telespectador sempre dá a sua contribuição, passando informações dos acontecimentos na cidade, através de telefone, e-mail, etc. Segundo ela, em alguns casos, as pessoas ligam na redação pedindo ajuda e o repórter acaba sendo também um psicólogo, dando conselhos e tentando solucionar o problema.

A produtora sonhava em trabalhar com jornal impresso, mas surgiu a oportunidade na televisão e ela aceitou o desafio. Ela confessa que gosta mesmo é de atuar como repórter. Adora o contato com as pessoas nas ruas e matérias factuais são a sua preferência. "É na rua que a gente vive o fato", diz.

Raquel comentou que participou da cobertura do incêndio no Canecão Mineiro, trabalho que a deixou muito emocionada.

Ela ressaltou que, na televisão, é necessário dar o maior número de informações, no menor tempo possível. O texto deve conter um vocabulário mais coloquial, permitindo que todas as camadas da população entendam o que está sendo noticiado.

Ao ser perguntada sobre a idéia da criação do Conselho de Jornalismo, Raquel respondeu que, apesar de ainda não haver consenso no meio jornalístico, o conselho é fundamental. "A censura existe em todas as áreas. O conselho pode ser positivo, assim como outros conselhos já existentes. Há jornalistas que não trabalham com afinco. O médico pode matar uma pessoa, mas o jornalista pode matar uma multidão. Se você é ético, em qualquer lugar o seu trabalho será legal. É preciso melhorar o projeto".

Quando estudava, Raquel tinha vontade de um dia trabalhar na Rede Globo. Hoje, com o desejo realizado, ela está satisfeita na emissora e não aceitaria outra proposta para sair.

Diante de dificuldades no trabalho, Raquel nunca pensou em desistir da carreira. Ela pensa em cursar outras faculdades, mas jamais abandonará a carreira de jornalista, profissão com a qual deseja se aposentar.

A produtora terminou a entrevista convidando a todos para visitarem os estúdios da TV Globo Minas e se colocou à disposição para esclarecer eventuais dúvidas.

 

Disciplina: Técnicas de reportagem

Professora: Míriam Alves

Escrito por Ruither Ferrão às 16h03
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17/04/2005


O impacto ambiental causado pela Vale em Itabira

Ruither Ferrão

Em 1942, a Companhia Vale do Rio Doce instalou-se em Itabira. Naquele tempo, a cidade era conhecida apenas como a terra natal de Drummond. Com a chegada da estatal no município, tudo começou a mudar e Itabira iniciou sua fase de crescimento.

Quem visita o município hoje nota que, além da beleza da cidade, o itabirano tem um jeito carinhoso de acolher os turistas, seja com um aceno de mão, um toque na buzina do carro ou simplesmente um sorriso de boas vindas.

Com o passar dos anos, Itabira se desenvolveu muito e ocupa hoje o 8º lugar em arrecadação no estado de Minas Gerais. Sua economia é voltada para a mineração e 83% da sua receita, advém do minério de ferro, daí, a grande importância da presença da Vale no cenário itabirano.

A Companhia Vale do Rio Doce deixou de ser estatal há alguns anos, mas mesmo depois de privatizada, ela continua contribuindo para a economia de Itabira. Recentemente, a empresa descobriu que ainda poderá explorar o minério na região por mais setenta ou oitenta anos, o que garante o suporte da economia itabirana por um bom tempo ainda.

A mineradora emprega hoje cerca de dois mil funcionários diretos e cerca de também dois mil indiretos, através dos chamados serviços terceirizados.

Neste ano, Itabira é a 4ª cidade geradora de empregos formais no Estado e sua taxa de desemprego atinge apenas 9% da população.

"Até o ano 2000, se você perguntasse para os moradores se acreditavam no futuro de Itabira, ficariam em dúvida. Naquele tempo, havia muitas lojas fechadas e muita oferta de aluguel residencial. Hoje a economia da cidade mudou", disse Cácio Duarte Guerra, secretário municipal de desenvolvimento econômico da cidade. Segundo ele, o governo municipal tem atraído novos investimentos para a cidade, incentivando a abertura de novas empresas e gerando empregos para os itabiranos. O secretário disse ainda que pessoas com qualificação profissional têm sempre uma oportunidade de trabalhar no município. Ele também informou que nos últimos meses, duas empresas da Capital se instalaram em Itabira, gerando mais de 400 empregos diretos. Estas empresas têm alguma ligação com a Vale. Elas estavam instaladas no Distrito Industrial Jatobá, em Belo Horizonte, sofrendo freqüentes assaltos. "Itabira, portanto, as oferece maior segurança e, consequentemente, melhor qualidade de vida", disse o secretário.

Como alternativas de crescimento, Itabira criou o Parque Tecnológico, que tem uma área de 48 mil m2, oferecendo incentivos fiscais para as empresas que desejarem se instalar no município. Itabira não pode isentar essas empresas do ISS, em contrapartida, as empresas da área tecnológica que ali se instalarem, terão isenção de todos os impostos municipais durante cinco anos e pagarão apenas 3,6% de ICMS, ao invés dos 18%, cobrados normalmente.

O município conta também com o Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social de Itabira (Fundesi), que é destinado a promover investimentos, através da implementação de empreendimentos produtivos no segmento industrial, centros comerciais e empresariais, base tecnológica, etc. Este fundo dá prioridade para as micro, pequenas e médias empresas.

A partir de 1990, Itabira transformou-se em polo educacional. A cidade conta com uma conceituada instituição de ensino superior, a Faculdade Comunitária, que oferece 14 cursos de graduação. Hoje, o município é também um polo industrial, mantendo em alta seu nível de crescimento.

Não bastasse todo o empenho do governo municipal em prol do desenvolvimento da cidade, criou-se ali em 1998, os Caminhos Dummondianos, que retratam alguns poemas de Carlos Drummond de Andrade em 45 placas instaladas em pontos estratégicos. Somente a partir de 2002 o percurso foi divulgado e desde então recebe inúmeros visitantes que buscam um contato mais direto com as obras do ilustre poeta.

No que tange à hospedagem, Itabira dispõe de vários hotéis e pousadas, garantindo ao visitante uma ótima estada na cidade. O Hotel Itabira destaca-se entre eles por estar instalado em um dos casarões do centro antigo da cidade, estando à serviço dos visitantes há mais de sessenta anos. Durante a semana, a ocupação dos hotéis é alta, devido ao grande fluxo de pessoas que vão ali a trabalho. Já nos finais de semana, a vez é dos turistas.

Segundo Dário Dias Duarte, de 69 anos, morador de Itabira há 41 anos, a cidade teve a oportunidade de crescer graças à Vale do Rio Doce. Não fosse ela, o município teria parado no tempo.

Como se vê, Itabira não é simplesmente uma cidadezinha do interior. Ela é uma pequena cidade que se destaca pela grandiosidade do seu povo que, unido, busca a cada dia galgar melhorias e desenvolvimento que possam beneficiar a todos.

Matéria produzida após uma viagem técnica à Itabira no final de 2004, excursão da qual participaram 200 alunos do curso de jornalismo da Estácio.

Disciplina: Economia

Professora: Níldred Martins

 

"O Maior Trem do Mundo"

 

O maior trem do mundo

leva minha terra para a Alemanha,

leva minha terra para o Canadá,

leva minha terra para o Japão.

O maior trem do mundo,

puxado por cinco locomotivas à óleo diesel,

engatadas, geminadas, desembestadas.

Leva meu tempo, minha infância, minha vida

triturada em 163 vagões de minério destruição.

O maior trem do mundo,

transporta a coisa mínima do mundo.

Meu coração itabirano.

Lá vai o maior trem do mundo,

vai serpenteando, vai sumindo

e um dia, eu sei, não voltará.

Pois nem terra nem coração existem mais.

"Carlos Drummond de Andrade"

 

 

 

Escrito por Ruither Ferrão às 15h39
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"20 anos sem Tancredo Neves"

 

Ruither Ferrão

 

Os futuros jornalistas, alunos da Estácio Belo Horizonte tiveram ontem uma oportunidade impar de participar da Aula Magna do curso de jornalismo, intitulada "20 anos sem Tancredo Neves", ministrada pelo doutor Ronaldo Costa Couto, (ex-ministro do interior, ex-ministro chefe da Casa Civil, escritor, economista, doutor em história, ex-secretário do planejamento de MG e do Rio de Janeiro e ex-presidente do BDMG).

Com o auditório lotado o evento iniciou-se ao som do Hino Nacional Brasileiro deixando a maioria dos presentes emocionados, inclusive o nosso diretor geral, Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, que empolgado mandou que fosse aumentado o som.

Ao fazer uso da palavra, Ronaldo Costa Couto, também emocionado, falou sobre sua estreita convivência com Tancredo Neves, o presidente eleito que morreu antes de ser empossado.

Tancredo era o quinto dos 12 filhos que teve o casal, Sr. Almeida e Dona Sinhá. Nascido em São João Del Rey MG, estudou direito em Belo Horizonte. De volta à terra natal, candidatou-se e elegeu-se vereador, voltando a advogar após perder seu mandato. Em 1950, Neves foi deputado federal e em 1953, ministro do governo Vargas. Costa Couto disse que "Tancredo era leve, frágil e pequeno, mas de uma coragem imensa!" Após a morte de Getúlio Vargas, em 1964, Tancredo se recusou a votar a favor de Castelo Branco para a presidência. Não teve ninguém que o fizesse mudar de idéia e ele acabou votando em branco.

Em 14 de março de 1985 Tancredo, já eleito presidente do Brasil, passa mal e é levado para o Hospital de Base de Brasília onde, a priori, tomaria soro.

Todos correram para o hospital, inclusive o ministro Ronaldo Costa Couto, preocupados com o que estivesse acontecendo.

Necessitando ser operado, Tancredo só aceitou após ter a garantia de que seu vice, José Sarney, seria empossado em seu lugar.

Em 15 de março, finalmente, Sarney é empossado. "Esse foi o evento mais importante acontecido no Brasil", disse Couto.Dias depois o Brasil inteiro, enlutado, se despediu do irmão mineiro que morreu pela democracia.

Ronaldo Costa Couto fez questão de lembrar o ato de bravura de Dona Risoleta (para quem pediu uma salva de palmas) ao acalmar a multidão que se aglomerava no Palácio da Liberdade para se despedir de Tancredo.Com sua voz rouca e cansada ela pediu: "levantem as mãos, acalmem-se, todos vão ver Tancredo", e a multidão se acalmou.

No final do evento o ex-ministro respondeu a várias perguntas feitas pelos alunos.

"O jornalista deve ser essencialmente o fiscal do poder". Ronaldo Costa Couto.

"O primeiro compromisso de Minas é com a liberdade". Tancredo Neves.  

 

Disciplina: Construção da notícia

Professor: Evaldo Magalhães

 

16/03/05

Escrito por Ruither Ferrão às 15h10
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15/04/2005


“Matéria fictícia”

 

Funcionária da Colônia de férias é presa

 

Ruither Ferrão

 

 

          Foi presa ontem na rodoviária de Teófilo Otoni, após ser reconhecida por um policial militar, a ex-funcionária da colônia de férias de Nova Lima, suspeita de ter envenenado várias crianças no último dia 24, tragédia que resultou até o momento em cinco mortes.

          Das 18 crianças que continuavam na UTI, 12 foram transferidas para enfermarias e as demais permanecem em observação, não correndo risco de morrer.

          Todas as companhias das polícias militar e civil receberam fotos de Maria do Carmo tão logo se levantou a suspeita, o que facilitou a prisão da mesma.

          Por telefone o delegado Paulo Ozanan, da Polícia Civil de Teófilo Otoni, disse que do Carmo foi interrogada informalmente, mas nega veementemente ter tido participação no caso. Ela argumentou que ao ver sua foto na tv, ficou assustada e optou por fugir. A acusada será transferida para a capital amanhã onde prestará depoimento.

          A colônia de férias prefere não se pronunciar até que o fato seja esclarecido.

           Júlio Costa, da Vigilância Sanitária, informou que o laudo ainda não ficou pronto, mas adiantou que foi encontrado veneno de rato nas amostras da comida analisada. 

 

 

 

 

Disciplina: redação jornalística

Professor: Evaldo Magalhães

Escrito por Ruither Ferrão às 10h20
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